O dia começou cedo. Às 9 juntei-me a três Harley, uma Sporster, uma Dyna, uma Heritage Softail e uma Honda VT Shadow. Lembrei-me de um certo artigo da REV em que numa voltinha a Madrid levavam uma moto japonesa no grupo para gozar, mas eu não me atrevi a dizer nada não fosse o feitiço virar-se contra mim e ainda haver alguma partícula de lixo no depósito encondida e entupir-me os carburadores.
Ao bom ritmo Harlista, parou-se em tudo o que era capelinha para abastecer integralmente. Após 3 reabastecimentos no caminho, entramos em Arcos onde uma verdadeira Meca do vinho nos aguardava. Uma velha taberna perdida no tempo onde o tinto e o branco fermentam em cubas de barro, um pequeno balcão e um queijinho alentejano aguardavam-nos naquele cenário do Alentejo profundo que após tantos anos de voltas e mais voltas me continua a reservar surpresas.
Depois daquela visão dirigimo-nos ao local de almoço em Orada. Ali e noutra taberna tipicamente alentejana onde os anos têm passado ao lado e a mantêm conservada, foi-nos servida uma sopa de tomate para entrada, depois um ensopado de borrego para primeiro prato, seguiram-se umas migas com entrecosto. A sobremesa foram uns deliciosos pombos fritos. Tudo na companhia de bom pão e vinho da região; Tudo por 14 euros ...
Não tardou e já se cantavam as tradicionais melodias alentejanas num coro perfeitamente bem lubrificado.
Após o almoço descansou-se um pouco, uns ao sol, outros à sombra seguindo-se um passeio pela região para visitar algumas propriedades vinícolas. Esmagados pelo silêncio e pela paisagem dos montes, ali ficámos até ao cair da noite onde se petiscou mais qualquer coisa e para os que não abusaram foi o regresso.
Para trás ficou o Alentejo com os seus segredos e as suas gentes maravilhosas, terras por onde continuarei a percorrer kms sempre
Em Busca da Tasca Perdida.