Pois bem, em cerca de uma semana estarei de partida com o Rui Barradas para mais uma porrada de quilómetros.
Qualquer coisa como 3000kms, dos quais 1800 serão só para atravessar Espanha. Pode parecer pouco, mas os 1000 e tal restantes que nos esperam serão feitos assim:

Rota TransPirenaica #2013
O destino será então aquele bocadinho de montanha entre Espanha e França, chamado Pirenéus (e não Pirinéus).
Ao todo 7 dias, dos quais 5 para fazer a travessia de Norte para Sul, e daí o nome, Rota TransPirenaica.

Rota TransPirenaica #2013
Já no passado apontámos a agulha para aqui, mas depois acabámos por estender até aos Alpes e Sul de França, deixando este itinerário mais próximo para outro dia.
Este ano não escapa…
Digamos que é uma espécie viagem de "última hora". No final de Julho não tínhamos nada conversado, nem sequer apalavrado, e já estava convencido que não haveria "volta grande" para a Tiger este ano… Por várias razões 2013 não tem sido bom para rolar, a crise, os compromissos pessoais e o alinhamento de agendas.
Em conversa com o Rui verificámos que poderíamos ter uma semana de férias coincidentes em Setembro, pelo que começámos a estudar os destinos.
Era de aproveitar, e eu comecei logo a embicar para os Pirenéus… Depois do deserto do ano passado (Marrocos) estava-me a apetecer montanha e ar fresco.
As outras opções passavam por, regressar a Andaluzia (região que muito me agrada) numa volta mais ampla de 5-6 dias até Almeria, uma volta ao Minho e Galiza, e uma reedição da Rota das Aldeias Perdidas (tendo a primeira decorrido em 2009) pelo interior Norte de Portugal, Alto Douro e Trás-os-Montes (regiões belíssimas para andar de mota).
Todas elas eram do nosso agrado, mas rapidamente começámos a perceber que com 7 dias “livres” valeria a pena esticar até ao outro lado de Espanha.
Assim mesmo esquematizámos as propostas, como sempre fazemos, um método que se tem revelado útil e bastante certeiro em termos de itinerários e números.
Eu tratei das opções Andaluzia e Aldeias Perdidas 2, e o Rui dedicou-se à Rota do Minho e à dos Pirenéus. Ao fim de uma semana já tínhamos alguns valores para orçamentos, e estava praticamente decidida a opção da montanha.
O Rui tinha delineado um percurso total de 3000kms que nos faria atravessar a cordilheira de Norte para Sul, passando pelos “Cols” (picos) mais conhecidos.
Depois de ter feito alguma pesquisa aprimorou-se um pouco mais o percurso, havia ali umas duas ou três coisas que eu tinha identificado que não poderíamos falhar…
Encontrados os locais onde iríamos ficar, o Rui tratou das reservas e eu de produzir os ficheiros com os itinerários para o GPS, repassando o percurso a pente fino para não termos “surpresas”.
Em pouco mais de duas semanas estava tudo feito, deverá ter sido o passeio longo planeado em mais curto tempo possível.
Assim os dois Tigres ingleses vão subir à montanha este ano, e prometemos como habitualmente partilhar aqui a crónica e fotos.

Cumps!