Autor Tópico: [Crónica] Cascata da Fraga de Xisto  (Lida 2417 vezes)

ruimbarradas

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto
« em: Fevereiro 27, 2012, 22:47:01 pm »
Deixo-vos aqui a crónica de mais uma voltinha, ocorrida no passado Sábado, 25 de Fevereiro.
Pouco antes das 6H30 da manhã, já eu estava a sair de casa.
O dia estava fresco, mas nunca pensei que rumando ao centro do nosso País, fossemos apanhar tanto frio. Em plena A1, e já depois do Cartaxo, pensei que tinha ficado sem dedos. Já há muito que não viajava com temperaturas tão baixas.
Só já à chegada a Cernache do Bonjardim é que percebi a "gravidade" da situação. Comentava o funcionário do posto de combustível onde abastecemos, que de manhã estiveram 0º.  :shock:
Mas antes ainda de Cernache, houve tempo para uma breve paragem para fotos... e não só!  :twisted:
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


Daqui em diante, era isto que nos esperava:
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


E foi aqui que tivemos a noção de quão frio estava:
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


Depois dos depósitos atestados para percorrer uns bons Kms de serra, onde os postos de combustíbel não abundam, lá seguimos caminho até aqui.
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


Malta, vamos embora antes que alguém pense que até gostamos disto. Dasss....
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

 
Rui Barradas



ruimbarradas

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Re: [Crónica] Cascata da Fraga de Xisto
« Responder #1 em: Fevereiro 27, 2012, 22:48:35 pm »

Depois de mais uns Kms de boas estradas com curvas e paisagens magníficas, lá chegámos à Aldeia de Fajão:
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto



Aqui come-se bem:



Este não nos queria deixar passar:

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto



Saindo de Fajão, desce-se dutante uns 2 ou 3 Kms até à Ponte de Fajão e daqui em diante é sempre a subir até ao topo da Serra do Açor.
Ao que parece, por estes lados faz ainda mais frio. Cerca das 11H00 da manhã ainda havia vestígios de gelo na estrada, ao ponto de nos obrigar a circular por diversas vezes na faixa contrária que já tinha sido "tratada" pelo Sol.
Alguns Kms depois e começamos a descer para o Piódão.
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


Infelizmente, a minha máquina fotográfica passou para um modo de fotografia menos próprio, pelo que as fotos que se seguem estão com uma qualidade muito duvidosa.
No entanto dá para ter noção da beleza desta região.
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto





Lá vinha o Sérgio ofegante depois da subida da escadaria:

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto




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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto



Chegava então a hora do almoço e a fome começava a apertar:


Isto começa bem...
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

... Ai começa, começa:

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


Depois ainda vieram mais uns cestos de pão, mais umas cervejinhas e o belo do pica-pau, e que delicioso que estava...

 
Rui Barradas



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Re: [Crónica] Cascata da Fraga de Xisto
« Responder #2 em: Fevereiro 27, 2012, 22:51:23 pm »
Estômagos aconchegados e lá seguimos até Foz de Égua:
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


A próxima paragem seria na Ponte das Três Entradas.
E aqui percebe-se de onde vem o nome:
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


Seguimos novamente para o lado do Piódão, mas desta vez por Aldeia das Dez e de seguida passando por Vale de Maceira.
Neste local, existe um Santuário e uma espécie de via sacra com diversas capelas ao longo do caminho. Não sou um tipo religioso, mas dou o devido valor e respeito quem tem esta devoção.
Infelizmente enganei-me no caminho e acabamos por nao passar por essa via, no entanto deu para ficar com uma ideia do local.
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto



Já novamente nas proximidades do Piódão e esta era uma das paisagens:
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


 
Rui Barradas



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Re: [Crónica] Cascata da Fraga de Xisto
« Responder #3 em: Fevereiro 27, 2012, 22:52:21 pm »
Depois de atravessarmos mais uma aldeia daquela região, atravessámos a Mata da Maragaça que termina na Aldeia de Pardieiros.http://ruimbarradas.smugmug.com/Travel/ruimbarradas/i-5p6vw6H/0/L/SAM6060-L.jpg
[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


Cerca de 1000 metros depois de sair da Aldeia de Pardieiros estávamos na Fraga da Pena. Daí o nome que dei a este passeio. Um misto de Fraga da Pena, que tem uma cascata, numa ida às Aldeias de Xisto e chegamos a "Cascata da Fraga de Xisto"
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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


Esta foto tem história...
Já tinha alertado os companheiros de viagem para terem cuidado com as folhas molhadas que estavam no chão e, principamente com as pedras polidas e molhadas que se encontravam junto à pequena lagoa.
Pois bem... dois pés bem assentes no chão, puxo da máquina fotográfica.... Ooops que este ângulo ainda não serve... um passo à direita e aí vou eu todo junto para cima das pedras!  :lol:


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto

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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


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[Crónica] Cascata da Fraga de Xisto


Já passava das 17H00 quando saímos da Fraga da Pena, seguindo por nacionais, passando por Coja e em seguida por Arganil.
Foi precisamente à saída de Coja que apanhei um valente cagaço, como há muito não acontecia.
À minha frente seguia uma senhora com um Renault Clio. Ali vive-se com muita calma e, embora não estivesse com pressa, a ideia de ir vários Kms naquele ritmo tão lento também não me agradava. Surge uma recta, ultrapasso o Clio. Curva apertada à direita, devagar não se passa nada e em seguida curva à esquerda. Pois nem sei o que pisei. Apenas sei que de um momento para o outro, senti a frente da Tiger completamente solta.  :shock:  :oops:
Julgando eu que já nada havia a fazer, mando o pé ao chão como instinto e já a preparar-me para a queda. A Tiger, com a sapatada no chão, faz chicote, endireta e lá seguimos os dois...
Sei que quando cheguei a Arganil, o coração ainda ia aos pulos.
Daqui em diante, lá seguimos sem grande história, passando Góis e depois por Serpins, que eu não conhecia e não recomendo a ninguém. Este é mesmo daqueles locais que nada tem para ver.
Depois de mais alguns Kms por nacionais, lá entrámos na A1 em Pombal.
Em Aveiras uma paragem apenas para as despedidas e, pelas 21H20 lá parei a Tiger na garagem, com mais 600 Kms rodados em boa companhia por uma zona lindíssima.
O Daniel já não me causa surpresas, mas o Sérgio, esse sim, embora apareça poucas vezes, quando o faz é sempre em grande e mostrando ser uma excelente companhia.
Espero que tenha gostado do passeio e espero também vê-lo mais vezes.

Aos dois companheiros de viagem, os meus agradecimentos pelo habitual companheirismo!
Fica a pergunta do costume:
Para quando o próximo?  ;)
Rui Barradas



TriumphKings

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Re: [Crónica] Cascata da Fraga de Xisto
« Responder #4 em: Fevereiro 27, 2012, 23:49:31 pm »
Antes de mais obrigado por voltares a partilhar mais um belíssimo passeio. Só tenho pena que não partilhes essas ideia à priori, pois talvez houvesse mais um ou outro companheiro de viagem, mas se preferes assim, tb respeitamos.
 
A zona que fizeram tem paisagens arrebatadoras e locais com um encanto especial que frequento há alguns anos. Aliás essas zonas são tb conhecidas de muitos dos que estão ligados ao Clube há mais anos, pois é por aí que se faz o passeio anual do Clube a Alvôco das Várzeas. Aliás numa das tuas última fotos vê-se bem uma placa que está lá perto.
 
Este ano lá estaremos a 30 de Junho e 01 de Julho  8)
Nasces sem pedir, morres sem querer   …Aproveita o intervalo!!!

Cobra

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Re: [Crónica] Cascata da Fraga de Xisto
« Responder #5 em: Fevereiro 28, 2012, 00:07:09 am »
Excelente relato e fotos!...
 
 Apenas referir que os passeios são divulgados com a devida antecedência e abertos a todos que queiram participar no fórum próprio que criámos e mantemos há já algum tempo.
 E se me permitirem faço aqui a divulgação: http://www.comandopadeiros.org
 
 E com isto deixo de seguida o meu relato...
 
 -/-
 
 
 
 Track: http://www.gpsies.com/map.do?fileId=ihiwiaqmuzmapyds
 
 Distância: 607kms.
 Tempo: 14h42mn21seg (10h19mn40seg de condução / 4h22mn41seg de pausa).
 Altitude: 9m mínima / 1026m de máxima.
 Velocidade Máxima: *01km/h
 Velocidade Média: 59km/h
 
 Distribuição de velocidade:
 0-40km/h: 5.6%
 40-60km/h: 22.2%
 60-80km/h: 13.9%
 80-100km/h: 8.7%
 100-120km/h: 7.6%
 120-150km/h: 40.1%
 +150km/h: 2%

 
 Esta prometia… Pelo programa, pela região, pelo formato à Padeiro.
 
 E foi de facto a fazer jus ao lema “Mototurismo em horário de Padeiro” que nos encontrámos à saída de Lisboa pelas 6h30 na madrugada de Sábado.
 Presentes, estavam eu, o Rui e o Sérgio… As “inglesas” estavam na maioria (Tiger 800XC), mas desta vez teríamos a companhia de uma lindíssima japonesa de marfim (VStroms 650) pilotada pelo Sérgio. Creio que já não rolava com ele desde o fantástico passeio pelas Minas de São Domingos no Verão passado. É sempre bom rever o Sérgio, é presença à qual não ficamos indiferentes, quer pela suas “entradas a pés juntos” nos passeios, quer pela sua agradável companhia.
 E o Sérgio gosta de fazer quilómetros, à Padeiro. E esta volta prometia cerca de 600 deles, dos quais metade feitos com muito “jogo de cintura” (e eu que o diga que ainda sofro de lombalgia). Com programa deveras interessante, passagem pelo Fajão, Piódão, Foz d’Égua, Mata de Margaça, Serra do Açor e Fraga da Pena. Tudo ali para os lados de Arganil.
 
 Tudo para mim novidade, à excepção do Piódão, do qual ainda tenho algumas memórias de infância. A família é toda desta zona, e lembro-me quando era puto de andar a passear por ali. Devo confessar que a imagem que tenho dessa altura não era famosa. Um vilarejo velho com meia dúzia de casas em lousa, perdido num vale frio, em que o acesso se faz por uma estrada estourada que serpenteia pelo monte. Bom mas isto foi há pelo menos 25 anos atrás, daí para cá muita coisa mudou, e as poucas fotos actuais que pesquisei na “rede” são um mimo.
 
 Encontramo-nos então em Lisboa, cedinho para beber um café e seguir viagem. Enquanto ali estávamos, tivemos a companhia de um “emplastro” que estava bem bebido ou mau de juízo.
 Primeiro queria que ouvíssemos chutos pelos seus phones, depois queria experimentar o capacete do Sérgio… Pobre diabo.
 
 
 
 
 
 Metemo-nos na A1 em direcção a Norte, com a japonesa “entalada” entre as bifas. E assim seguimos até Torres Novas, onde fizemos um curto troço da A23. Curto e a peso de ouro.
 
 Foram ali uns 2 ou 3€ numa dúzia de quilómetros… Inacreditável. É sempre a pingar, chega-se a cobrar 5 cêntimos para fazer uma curva… Não se percebe que não se tenha investido um cêntimo nesta via-rápida (sim, porque aquilo de auto-estrada nunca teve nada), não se entende os contratos de concessão ruinosos que aqui foram celebrados, e não cabe na cabeça de ninguém que seja o contribuinte a ter de honrar esses contratos a custo do seu bolso… Finalmente não se percebe estes preços e todas estas medidas estapafúrdias, que mais não fazem do que isolar, separar, e fazer regredir toda uma região que já pela sua condição geográfica se encontra condicionada. Lá fora, facilita-se, aqui dificulta-se, não faz sentido…
 
 Felizmente não nos demorámos nesta “sangria” e seguimos para Norte por nacionais. Começámos a subir o Zêzere e às tantas atravessámo-lo. Local perfeito para uma pausa.
 
 
 
 
 
 
 Apesar do Sol estar bem posto no céu e de não haver nuvens, a temperatura não estava para andar de manga curta. Para cima, rapámos ali um bom briol na A1.
 
 
 
 
 
 
 
 Fotos tiradas, “águas” mudadas, continuámos. Ia na “palheta” com o Barradas, quando avistamos a placa da localidade “Venda da Gaita”. Nisto, diz-me o Rui...
 “Pois é, Venda da Gaita é por aqui, e logo a seguir fica Picha…”
 Perdão?!... Picha, depois da Venda da Gaita?!... Este pessoal tem o humor apurado. “Pá, Rui, temos de parar aí na Picha para tirar uma foto… Obrigatório!”.
 
 E assim se fez ;)
 
 
 
 Depois da paragem rápida, subimos para as motas e atravessámos a Picha. Passámos o Café da Picha, o centro da Picha e a estação de serviço da Picha… Ficou tudo visto.
 De repente assolou-me esta dúvida legítima… Como se chamarão os naturais daqui?... Pichenses ou Pichões?... Nem sei como será melhor.
 
 Adiante. Metemo-nos pela serra, e daqui em diante, até pelas 19h não parou a “dança”. Ficou o rodado todo bem lambidinho de uma ponta a outra. Monte acima, monte abaixo, tudo em curva. Umas mais largas, outras mais fechadas, outras mais tramadas, sem deitado, ora de um lado, ora do outro. Aqui o toinico, não se lembrou de trazer a cinta, e claro mais tarde, ia sofrer as consequências deste “bailado”. Mas, como se isto não fosse bom o suficiente. Todo esta “coreografia” estava enquadrada em paisagens de cortar o fôlego. Esta região é verdadeiramente fabulosa e rica em paisagem genuína e natural. No topo viam-se muitos geradores eólicos. Nós íamos circundando o terreno subindo e descendo as encostas rasgadas pela estrada. O dia estava espectacular, o cenário estava paradisíaco, a máquina estava divinal, e a companhia boa como sempre. Ainda “embriagados” pelo percurso descemos ao Fajão. Aldeia pacata e típica.
 
 
 
 
 Largámos as motas no largo e seguimos a pé pelas ruelas do local. O lugar é um mimo, tudo arranjadinho e recuperado. Notam-se ali obras recentes, quer nas habitações, quer no equipamento público. E é assim que tem de ser, essa é a forma de integrar estes locais nos percursos turísticos, sem perder a traça e raízes populares destes locais.
 
 
 
 
 
 
 
 
 Passámos pelo famoso restaurante “Juiz do Fajão”, mas a estas horas ainda estava encerrado. O nosso almoço seria mais adiante, também ele em local típico.
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fizemos o gosto ao dedo, como se pode ver pelo relato pictórico acima, e seguimos caminho.
 
 Próxima “estação”, Piódão.
 
 Para lá, à semelhança de até cá, o caminho foi feito sempre de lado. Ora à esquerda, ora à direita. A estrada continua a serpentear monte fora, em boas condições de piso e totalmente desimpedida… Que regalo!
 
 
 
 
 Finalmente numa volta ao monte avistámos o curioso sítio. Parámos de longe para “bater” uma chapa e seguimos para o centro da vila. A caminho vinha o Rui a contar-me esta curiosa história, sobre a possível explicação da predominância do azul nas portas e janelas de todas estas casita de lousa encavalitadas. Pois bem, relembrando que no passado o acesso não tinha a simplicidade de hoje em dia, parece que a primeira lata de tinta a chegar aqui era azul. E assim serviu para pintalgar a madeira de todos os casarucos. Hoje em dia a madeira foi substituída pelo alumínio, mas a cor predominante continua a ser o azul. Por tradição, por graça, e porque sempre assim foi. Conceptualmente, o Piódão é apenas isso. Uma aldeola pequenina de xisto, perdida num vale. No centro temos a igreja e um largo, onde ficam todas as viaturas. E depois é amarinhar por aqueles becos acima, por entre as casas e pátios.
 
 
 
 
 
 
 Continua...
 

Cobra

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Re: [Crónica] Cascata da Fraga de Xisto
« Responder #6 em: Fevereiro 28, 2012, 00:14:56 am »
Fiquei maravilhado. A recôndita imagem que tinha não correspondia. É certo que um rapazolas de 10 anos não deve achar grande piada a um sítio destes, mas de facto o “postal” que tinha na cabeça de uma velha aldeia, pobre, isolada, perdida e esquecida no tempo não corresponde ao cenário actual. Está certo que Piódão continua isolado e enfiado no vale, mas mantendo a sua traça e característica única de aldeia, conseguiu adaptar-se aos tempos. Mais, conseguiu converter os seus defeitos em vantagens, e hoje em dia é um local genuíno, onde apetece estar, onde há qualidade de vida. Tudo está maravilhosamente mantido e renovado, sem adulterar as origens. Vê-se claramente que aqui, o poder local investiu e poliu as suas “jóias”.
 
 
 
 A pequenina igreja está um mimo, recheada e caiada de fresco com uma característica risca azul a emoldurá-la. Estivemos lá dentro, e lá demos qualquer coizita para sua preservação. Com este cuidado dá gosto.
 
 
 
 Deixámos as motas estacionadas na praça e subimos por ali acima de máquina fotográfica em punho. Muita foto se ali tirou, para cima para baixo, por aquelas ruelas de xisto. Isto de Inverno e de botas, deve-se fazer com mais “frisson”, esta lousa polida molhada deve escorregar melhor que manteiga.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Satisfeita a nossa curiosidade, regressámos ao largo para comer qualquer coisa. Há logo ali uma espécie de café com esplanada que serve petiscos. Pareceu-nos que cumpria os requisitos. Vamos aos acepipes.
 
 
 
 
 Uma chouriça no lume para começar e um pica-pau para completar. Depois logo se vê se vem mais.
 
 
 
 Vida boa esta. Mas que agradável foi poder desfrutar estes momentos neste local. Enquanto ali estivemos, apreciámos um pouco da calma deste lugar. Os canitos à nossa volta, os velhotes, a juventude que também por aqui anda e até o padeiro à “moda antiga” com a sua carinha de distribuição. Tudo isto enquanto falávamos disto e daquilo à medida que íamos bicando no petisco. E estava na hora de nos fazermos à estrada. Serpenteámos dali fora até Foz d’Égua não muito longe dali. Deixámos as motas à beira da estrada e fomos lá abaixo… Mas antes algum contexto. Foz d’Égua assinala a junção de duas águas, a ribeira do Piódão e de Chãs que enfiadas num vale se juntam neste local. A travessia do vale faz-se a pé descendo um caminho de escada e depois por duas pontes de pedra sobre as ribeiras, ou do alto por uma ponte suspensa ao mais puro estilo Indiana Jones… E claro, fomos pela proposta mais aventureira. Às tantas até tentámos tirar uma foto de família na dita, mas 10 segundos é manifestamente pouco para desatar a correr por uma ponte de ripas… Fica no entanto aqui a tentativa… :)
 
 
 
 
 Depois fomos lá abaixo, explorar aquilo tudo. De destacar duas habitações particulares na encosta fantasticamente colocadas, deve ser fantástico passar uns dias por aqui. Ainda existem sítios assim.
 
 
 
 
 
 
 
 Totalmente encantados com a beleza do local e com as máquinas recheadas de belas imagens, voltámos à estrada.
 
 
 
 Ainda tínhamos mais umas quantas coisas para ver, mas só o que nos tinha sido dado a ver até agora já me deixaria satisfeito.
 
 
 
 Seguimos ao mesmo ritmo, no mesmo estilo, sempre torneando o pneu. Por esta altura já me queixava da lombalgia. Depois de uma centena de curvas e sem reforço lombar faz mossa. Íamos bem endiabrados naquele baile quando levo com um projéctil no beiço. Qualquer porra sem significância, pensei eu. De repente avisto uma vespa no rebordo da maxila do capacete… Estou f****, pensei eu!... Agora vais levar a ferroada, e sorte tiveste tu em ela não vir já no ar de cú espetado, que por esta hora já estavas com o beiço cheio a arder… O quê que eu faço? O quê que eu faço?... Abro a queixeira do modular na esperança que o vento a leve… Não funcionou… Acabou de se pousar na esponja no micro do intercom… Ira!… Daqui nada está-me a entrar para a boca… Última tentativa… Gentilmente com a mão, de luva dou-lhe um chega para lá… Ufa… Parece que resultou!...  Mesmo assim sigo desconfiado, atento aos vários cantos do capacete, não terá esta “amiga” se alojado nalgum buraquito.
 
 Passagem rápida pela três entradas, onde se encontram os rios Alva e Alvoco e onde a aldeia se divide em três freguesias (São Sebastião, Santa Ovaia e Aldeia das Dez).
 
 
 
 
 
 Mais curvas, e mais uma pausa no Santuário da Nossa Senhora das Preces, que curiosamente tivemos de atravessar para continuar caminho.
 
 
 
 Finalmente a mata de Margaça onde o piso é calcetado, e proporciona uma boa massagem de nádegas.
 
 
 
 
 E a tão esperada Fraga. Deixamos as máquinas estacionadas e fomos à sua descoberta. O caminho faz-se mato fora através de um percurso bem delinhado.
 
 
 
 
 Tentámos a abordagem pela margem esquerda, mas retrocedemos quando nos apercebemos que havia por ali, mais três ou quatro estrelas de dificuldade no terreno.
 
 
 
 Abeirando-nos da cascata, tivemo-la só para nós. Seriam umas 17h00, e não havia ali gente. Tivemos assim todo o tempo para registar a beleza do local de vários ângulos e prismas.
 
 
 
 Houve tempo para tudo.
 
 
 
 
 
 
 Procurar o enquadramento ideal.
 
 
 
 Aprontar as máquinas para a foto de família.
 
 
 
 E até molhar o pezinho.
 
 
 
 Eu estava com receio que não houvesse por aqui água. Embora não abunde, felizmente estava enganado. Mas se a água teimar em não cair lá de cima, mais uns meses e será complicado manter os cursos de água.
 
 Ainda subimos uns degraus até lá acima, mesmo que isso nos tirasse o fôlego.
 
 
 
 E depois descemos.
 
 
 
 E voltamos à estrada.
 
 
 
 Estava o dia feito, agora seriam mais umas quantas curvas até à A1, e daí em diante só rectas… Que por incrível que pareça, iriam saber bem.
 
 Aqui ainda uma paragem em Serpins, e eu já ia a ganir com as dores no costado… Quem me manda a mim não trazer a p*** da cinta…
 
 
 
 A gasosa já vinha nas últimas e abastecemos no intermarché para irmos descansados até Lisboa. Consumo médio de 5.2 com o Arrow, para estas voltinhas, não está mal. A Tiger faz estas serras com uma facilidade tremenda, sem que seja praticamente necessário recorrer à caixa… Só varia entre 5ª e 6ª, um mimo.
 
 Já íamos bem moídos. Eu vinha-me a queixar das costas. O dia todo em golpes de rins, dá nisso. Por outro lado, o rabo e a tomatada estavam prontos para fazer outros 400kms.
 Pode não parecer, mas este banco modular, em formato é bastante mais anatómico que o banco da Strom, arriscando-me a dizer até que menos castigador que o banco conforto da Top Sellerie. Na japonesa, com 400kms nas nádegas, já me estava bem a queixar. Aliás como já se queixava o Sérgio com o seu banco conforto recheado a gel. Falávamos disso em Serpins. Alheio a isso não será também a posição de condução (que aliás foi revista na nova geração da Strom), mais natural na inglesa, e meus amigos estou convencido que o volante mais largo também nisso ajuda.
 
 Entrámos na A1 e daí seguimos até casa, sempre a velocidade de cruzeiro ligeiramente acima do limite. De vez em quando deixava-me ir para trás, para depois rodar o punho e fazer subir o triplo até às 8000rpm.
 
 Já próximo de Lisboa, fizemos a última paragem para despedidas. O Sérgio seguiria até Lisboa pela A1/IC19, o Rui e eu por fora da capital pela A10/CREL.
 
 Ainda não seriam umas 22h quando chegava a casa e cortava ignição ao triplo… Grande dia!...
 Uma voltinha que me caiu especialmente no goto. Não sei se terá sido pela região, pela estrada, pelo dia, pela companhia, ou pelo facto de já há perto de um mês que não sentava o traseiro em cima do Tigre… Simplesmente fantástico!... Quero mais!... Assim dá gosto e vale a pena madrugar e queimar moeda neste precioso combustível que alimenta o Tigre.
 
 O agradecimento ao mestre Barradas que mais uma vez organizou e nos guiou num tour memorável e, ao Sérgio que se juntou e que nos deu o prazer das sua valorosa companhia, sempre alinhando no espírito e camaradagem.
 
 Cumps!
 
 
 

Fernando Santos

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Re: [Crónica] Cascata da Fraga de Xisto
« Responder #7 em: Fevereiro 28, 2012, 09:31:42 am »
Bela volta e excelente crónica. :)
Homen que é Homem, não bebe leite; come a vaca.

Will

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Re: [Crónica] Cascata da Fraga de Xisto
« Responder #8 em: Fevereiro 28, 2012, 09:37:52 am »
 
Belo passeio, belas fotos!!  ;)