Eu tenho a ferramenta e funciona bem. Porém é apenas uma ferramenta de diagnóstico. Como tal, serve para fazer alguns trabalhos de manutenção em que é necessária (equilíbrio da admissão, sangrar ABS...) e para ajudar a resolver alguma avaria que surja, ao nível da gestão electrónica.
Para além da leitura de códigos da falha que praticamente todos os sistemas universais fazem, faz a leitura dos valores dos sensores da mota em tempo real e tem a vantagem que traz alguns testes já programados para alguns actuadores, nomeadamente na Street faz testes à ventoinha, bomba de combustível, sistema de ar secundário, etc... Vi que para para a Tiger faz ainda o reset do intervalo da manutenção.
Porém é fundamentalmente uma ferramenta de leitura e não para "mexer". O lado bom é que mesmo que não perceba nada do assunto pode usar com segurança que não estraga . O lado menos bom é que para mexer no que quer que seja tem que ser com outra ferramenta (TuneEcu) que precisa de um cabo com protocolo diferente do Dealertool. Esta sim já dá para fazer estragos a sério
Agora quanto ao mexer na performance e à dita pouca disponibilidade do representante da marca, acho perfeitamente natural e compreensível. Isto é um trabalho que ou se faz bem, ou não se faz de todo.
Ao contrário do que muito boa gente pensa, mexer na "performance" através da gestão electrónica, apesar de se fazer de uma forma muito fácil, é tudo menos simples de fazer. Aquilo não é chegar ali e meter mais 20% e já está.
Para fazer um trabalho de programação à medida minimamente em condições é indispensável passar umas horas num banco de ensaio de potência. Em
alternativa é carregar um mapa já feito (e testado) que até há por aí disponíveis. Por isso é que acredito que o pessoal da marca deverá torcer o nariz a carregar mapas (por exemplo dos escapes Arrow) em motos com outros escapes diferentes. À partida funciona bem, mas pode não funcionar e cada caso é um caso. E estragar é muito fácil...