Autor Tópico: André Azevedo e Silva  (Lida 4879 vezes)

aclas

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André Azevedo e Silva
« em: Julho 24, 2014, 13:31:11 pm »
Boa Tarde

Sou o André AS e infelizmente sou possuidor de uma tiger 800 da qual espero desfazer-me bem depressa.

Comprei-a na Triumps Lisboa e aos 20.000 km tive que lhe mudar a embreagem (custo cerca de 1.000). A mora estava já fora da garantia e no stand disseram-me que eu devia ser um pouco pésudo.
Tive ao longo da minha vida mais de 20 motas. Tenho motas desde os 16. Estou com 45. São alguns anos de mota. E nunca troquei uma embreagem. E tive uma ducati monster com embreagem a seco.
Mas devo ser pésudo.
Pouco tempo depois, partiu-se uma mola das mudanças e a mota deixou novamente de andar. Desta vez não me foi cobrado arranjo.

A mota tem tam´me um problema crónico no motor de aranque, que depois de muita bateria trocada foi concluído pela oficina que eu devia estar muito tempo com o dedo colado ao motor de arranque e o queimei.
Custo da reparação cerca de 700,00 euros

Reparei e agora um ano passado sobre a reparação está na mesma.

Alguém me pode dizer que tive azar? que as triumph são boas motas e que o importador é que é um pouco...fraquinho?

Amigos meus com BMW estão sempre com avarias e recall's que a marca arranja provocando o minimo impacto nos seus clientes, quer através da oferta das peças e/ou mão de obra, quer através de emprestar motas de substituição.

Quero vender a minha Triumps e comprar uma mota fiáfel tipo moto guzzi.
Que desilusão.

Abraço e boa sorte
AAS



PMFGodinho

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #1 em: Julho 24, 2014, 14:28:03 pm »
André,


Desde já é com mágoa que leio o seu post. Uma mota nunca deveria ser fonte de azia mas sim de felicidade.


Quanto à situação descrita...pois é no mínimo estranha, mas não é a única.


Não serei o melhor exemplo já que a minha Tiger é a minha primeira moto, pelo que teve e tem aturado a minha inexperiência e aprendizagem, com os danos que as mesmas possam trazer, desde o primeiro dia.


Está com 50 000 km em cima e tirando as manuseações programadas nunca me deu problemas.


No que ao motor de arranque diz respeito não será a primeira a sofrer desse mal. Já me constou que houveram outras Tigers a verem o motor de arranque substituído.


Em relação à representação o pensamento que fica é esse....fraquinha.


O pós-venda é um ponto que têm que crescer muito já que, e sendo a minha opinião pessoal, quando se trata de algo mais que transcenda a simples substituição de peças, leia-se revisões programadas, a oficina não parece estar à altura, sendo o cliente que fica a perder.


Imagino que mais despesa seja a última coisa que te passe pela cabeça mas já experimentaste outro mecânico?


Abraço
Não empurrem que o homem cai sozinho....

Tiger 800

Mercurio

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #2 em: Julho 24, 2014, 16:39:59 pm »
Caro André AS, que pouca sorte com a tua Tiger.
Não entendo como a mudança da embraiagem pode custar 1000 (mil !) euros.
Exactamente, o que é que mudaram? Os discos, molas e placas de fricção+ mão de obra não deveriam custar nem metade...
E que treta te deram no motor de arranque. "Muito tempo com o dedo no botão".
E as motas que tiveste antes, como aguentaram isso??
E uma factura de 700 Euros ???

A  Triumph merecia melhor. Melhores mecânicos e outra atitude.
Quando me queixei da bateria da minha Thruxton que, ao fim de 6 meses, se ficava uma semana parada já não pegava, foi-me sumariamente negada uma bateria nova com o argumento "Isso foi feito para andar todos os dias".
Agora, com uma bateria usada que tinha lá por casa, pode ficar parada um mês que pega. Mesmo sem "andar todos os dias"
Sinceramente,  eu não compraria uma das novas Explorer,  Speed ou Sprint.
Demasiada electrónica com sistemas exclusivos deixam-nos permanentemente nas mãos do concessionário  incluso para as tarefas mais mundanas. Passo.

As clássicas são motas simples de fazer a manutenção por casa que usam um modelo ultra comprovado.

Eu, no teu lugar, desfazia-me imediatamente da mota.
Se gostas do estilo da Tiger, há muito por onde escolher.

Boa sorte!
« Última modificação: Julho 24, 2014, 16:41:38 pm por Mercurio »



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anmac

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #3 em: Julho 24, 2014, 17:58:53 pm »
Boas, ja nao tenho Triumph (vamos ver quando volto à marca....) como sabem mas a experiencia que tive no passado a assistencia foi muito debil mas acreditei que seria devido ao fecho do antigo representante, mas pelo que percebo os problemas continuam..... É pena.
 
abr,
nuno

aclas

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #4 em: Julho 25, 2014, 00:55:34 am »
Obrigado pelas vossas respostas. Fica aqui o apontamento que de facto é "normal" haver avarias em todas as motas e todas as marcas. O que se espera é que o pós venda minimize o impacto dessas avarias.

o preço foi para os discos de embraiagem e respectiva mão de obra. O orçamento de 700 foi para um motor de arranque novo e mão de obra.
A minha triumph já deixou de ir à marca. Depois de me dizerem que tenho o dedo pesado e a mão sempre

A quem perguntou que motas tive, aqui vai a listagem das que me lembro:
Suzuki Rv 50, yamaha MR 50 e uma RZ, suzuki Rm 90, kawasaki Kdx 200, yamaha Rd 350, XT 600 e uma TDM, piaggio Mp3, ducati monster 900 ie, uma Sr2, BSA 350, vespa 125 px, e moto 4: honda 90, suzuki 200, yamaha blaster 200 e uma raptor 660, Polaris scramble 500.
Agora tenho a tiger.
mas ando de olho em outras para vender a tiger.
a moto guzzi sport 1200
ou a ducati 1000 gt
ou se não quiser problemas a Kawasaki W800

já agora é fiável e não fiáfel...ups

um ab e obrigado pelo apoio
AAS

Mercurio

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #5 em: Julho 25, 2014, 10:42:26 am »
Se gostas do estilo, a W800 é uma excelente escolha.
Melhor clássica que as clássicas da Triumph.
Tens tb uma proposta muito gira da BMW


Como vês, alternativas não faltam.
Se a Triumph não quer ou não sabe tratar dos clientes, há muitas alternativas.
Por minha parte, vou sendo o meu próprio agente oficial (!) e vou desenrascando outros como posso.




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pprferreira

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #6 em: Julho 25, 2014, 22:34:34 pm »
Pois é André,

A minha Tiger 800 também já teve alguns azares, menos do que a ti.

Também partiu um perne do veio das mudanças e eles substituiram em garantia.

Uma semana depois de fazer a revisão dos 30.000 apareço lá a queixar-me da corrente laça e dizem-me que devia esticar, lubrificar e para me preparar para a próxima revisão €€€ (em vez de serem prestáveis e esticarem a corrente) >:(
O problema do motor de arranque, eles também dizem que é da bateria, depois dela aquecer um pouco mais que o normal, se desligar e voltar a ligar de seguida, ela não consegue arrancar, dá a impressão de falta de bateria, e passado 3 ou 4 minutos liga como se não passasse nada! Embora eu tenha medido a bateria e está ok.
Diagnostico quando chego lá e demonstro o problema: - Falta de bateria! Eu explico que medi a bateria,... e resposta: - Falta de bateria! Sem sequer tentar comprovar. :(

A minha Tiger, enquanto for minha não mete lá mais as rodas :P

aclas

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #7 em: Julho 26, 2014, 01:49:36 am »
Pprferreira

com a minha passou-se exactamente isso: diziam que é da bateria. Depois de trocar 3x de bateria levei a outro mecânico e era do motor de arranque. São maus eles. Pedi ajuda ao Vítor Sousa (pseudo director da triumph lisboa)  por emaile depois de um mês sem resposta fui mandei outro email e disse-me que tinga andado ocupado e que se esquecera. Quando finalmente respondeu disse que a marca não se responsabilizava.

a tua levava uns minutos a voltar a pegar. A minha quase uma hora. Bom para quem dá voltinhas na cidade.

como resolveste o teu problema?

Ab
AAS

pprferreira

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #8 em: Julho 26, 2014, 10:28:49 am »
Basta esperar cerca de 3 a 4 minutos (o tempo de fumar um cigarro ;D ), mas tem que estar quentinha. :-\


A solução não houve, nem vai haver, pelo menos nas minhas mãos, e deve ser só mais uma semanita 8)


No entanto devo realçar que gosto muito da Tiger, acho que é a melhor trail do mercado.
Em relação á fiabilidade de uma mota que é totalmente nova, acho que é como tudo, há sempre uns bugs para aperfeiçoar.
Trabalho numa fábrica de automóveis e quando sai um modelo novo há sempre muita coisa a melhorar ::)


PF

Waters

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #9 em: Julho 26, 2014, 12:58:12 pm »
Se gostas do estilo, a W800 é uma excelente escolha.
Melhor clássica que as clássicas da Triumph.
Tens tb uma proposta muito gira da BMW

Como vês, alternativas não faltam.
Se a Triumph não quer ou não sabe tratar dos clientes, há muitas alternativas.
Por minha parte, vou sendo o meu próprio agente oficial (!) e vou desenrascando outros como posso.

 Peço desculpa a intrusão, mas, deste comentário só concordo com “Se a Triumph não quer ou não sabe tratar dos clientes, há muitas alternativas.”
 Nunca a W800 é melhor escolha do que as Bonnie (seja ela qual for), apesar de também gostar, prefiro as britânicas.

 Já esse trambolho de cilindros descaídos que dá pelo nome de RnineT, não é uma clássica nem é nada, nasceu de uma interpretação do Roland Sands para uma clássica com motor boxer, que, posteriormente foi estragada pelos alemães: É pena que para ficar aceitável seja necessário vender o fígado no mercado negro.

Eu tenho uma Street, como sabem, moto de brincar, não troco por nada (a não ser por uma Tiger 800 diz a minha senhora). Já não entra na Triumph LX há algum tempo, encontrei o médico perfeito e agora não mudo. Problemas não têm.

A Tiger 800 não têm rival (ponto).
Não estão contentes com o mecânico? Procurem outro.

É a minha opinião.


Saudaçõe e boas curvas
« Última modificação: Julho 26, 2014, 13:02:45 pm por Waters »

Mercurio

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Re: André Azevedo e Silva
« Responder #10 em: Julho 28, 2014, 16:15:10 pm »
A W800 é mais bem construída e fiável, sobre gostos, já sabes, não há nada escrito.
A Kawasaki não sofre dos caprichos que a Triumph se dá ao luxo de ter, os infindáveis problemas de arranque, a praga da ferrugem, a suspensão mediocre, uma pintura que risca se olharmos para ela com muita força...
E que comentário se poderá fazer ao kit de ferramentas que vem com a mota??

Mesmo assim, nas clássicas a Triumph goza de um estatuto especial que simplesmente não tem concorrência.
Apesar de todos os seus defeitos, não trocava a minha Thruxton.



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