Curiosamente acordei antes da hora, o que me permitiu também sair de casa antes do previsto.
Embora a manhã estivesse fresca, enfiei apenas um polar por debaixo do casaco e deixei o forro térmico na mala.
Trinta minutos depois estava a chegar ao ponto de encontro e logo de seguida estava a abastecer. Estava uns minutinhos adiantado, para variar!

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
OK, vou tomando um cafezito para abrir a pestana.
Primeiro chegou o Rui. Depois dos cumprimentos ficámos um pouco na palheta. De repente, fomos interrompidos por um alegre folião. Tinha feito anos na véspera, e ainda estava bem queimadinho da mona... Dizia pouca coisa de jeito, em suma estava ali a fazer tempo enquanto o McDonalds não abria.
Estava desorientado o rapaz, e o que queria mesmo era meter um Big Mac nos queixos às 7h da manhã.
Depois de nos chatear a cabeça com parvoíces, despediu-se de nós com um abraço e uma cabeçada amistosa (vá pronto, um encosto de cabeça)! O Barradas ainda conseguiu evitar a cabeçada, mas não se livrou do abraço. Nisto chega o Ricardo, que pelo seu ar, ficou confuso com a presença do tal personagem!
Seguimos para o café e bolinhos, e pouco depois chegava o João na sua TEN (leia-se Ténére).
Conversa vai, conversa vem, e estávamos um pouco atrasados... Eram 7h48mn quando nos metemos pela VDG (ponte Vasco da Gama).
Com a armada composta por duas inglesas na frente e retaguarda e duas japonesas no meio, singrámos pela AE (auto-estrada) até à Marateca, onde nos metemos por Nacionais. Hoje estávamos decididos a cumprir os limites de velocidades, até pela anunciada operação da GNR de fiscalização às duas rodas.
90, 100, 110, foi assim que seguimos até Ferreira do Alentejo onde fomos à procura de café. Com a maior parte fechado, não foi fácil encontrar um onde se pudesse tomar qualquer coisa.

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
Ao regressar às motos detectou-se um problema na fixação da topcase na TEN: a fechadura tinha uma folga. Meteu-se logo ali uma braçadeira para segurar a coisa e o João prosseguir descansado.
Por volta das 11h15 (portuguesas) estávamos a entrar em Espanha, e por volta da mesma hora a abastecer em Rosal de La Frontera.
Daqui, continuámos pela Nacional que segue em direcção à serra. Aquilo que mais gosto nesta serra, são as cores, que por esta altura variam entre o verde e o amarelado.
A vegetação abunda, alternando com belíssimos prados onde se passeia algum gado. A árvore de eleição é o castanheiro. Em Novembro quando aqui passámos em direcção aos Pueblos Blancos, as bermas estavam cobertas de “ouriços” que os locais se entretinham a apanhar.

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
Estrada boa, paisagem a condizer e umas curvas largas para deixar rolar as máquinas! Passámos
Cortegana, depois o
Repilado e finalmente saímos da nacional para nos aventurarmos um pouco pela serra.
Encarámos logo com um miradouro sobre o pueblo de
Alajar, excelente vista a 800 e picos metros de altitude. Estacionámos as máquinas em local privilegiado na “varanda”.

Padeirada Andaluz (26/05/2013)

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
vai, tudo a bater foto!
Padeirada Andaluz (26/05/2013)
Daí em diante a estrada muda, mais estreita e inacreditavelmente mais sinuosa. Começa o desassossego e divertimento!
Seguia à frente e ia mais solto e mais à vontade, e confesso que sem abusos, entusiasmei-me com aquele traçado, que entre muitas curvas e dois ou três cotovelos apertados, alternava com umas vistas maravilhosas sobre a serra. Fomos assim até
Aracena. Lá chegados orientámo-nos para o castelo, de caminho atravessando a cidade e passando pela praça que já se encontrava cheia de pessoal em redor das suas
cañas. E nós já lá vamos a elas, mas primeiro o Castelo!
Aracena segue o jeito típico e charmoso do
pueblo Andaluz: casitas brancas na base de um monte coroado por alguma muralha, castelo ou igreja.

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
Neste caso, lá em cima encontra-se o castelo (de onde na verdade já só restam parte das muralhas) e a bonita igreja templária de
Nossa Senhora do Mayor Dolor.

Padeirada Andaluz (26/05/2013)

A vista lá de cima é fantástica, e o acesso faz-se por uma rua, relativamente estreita de empedrado. De caminho tivemos de fintar o comboio turístico que também faz o circuito.

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
Chegados ao topo, foi tempo de puxar das máquinas e telemóveis para capturar umas imagens!

Padeirada Andaluz (26/05/2013)

Padeirada Andaluz (26/05/2013)

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
olhó passarinho
Padeirada Andaluz (26/05/2013)
Na base da colina do Castelo encontra-se o acesso às
Gruta das Maravilhas. Cerca de de galerias subterrâneas de origem calcária. Foi nestas que foi filmada a adaptação cinematográfica de 1959 do livro “
Viagem ao Centro da Terra” de Júlio Verne.

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
Apesar de interessante e dado o tempo curto, achámos que seria mais proveitoso despender o nosso tempo e dinheiro apreciando outro atractivo da região, a gastronomia!

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
a fazer-se a foto!
Descemos até à rua próxima do jardim, encostámos as máquinas e instalámo-nos na esplanada de uma taperia.

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
A ementa era variada e optámos primeiro por quatro variedades.

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
Para a mesa acompanhado com batata e ovo, veio um “
pulpo à galega”, “
queso de cabra en aceite”, “
chorizo assado” e claro, o “
jámon ibérico”. Tudo de categoria, mas para mim o “
chorizo” era de chorar por mais.
o pulpo
Padeirada Andaluz (26/05/2013)
o queso
Padeirada Andaluz (26/05/2013)
Para acabar ainda veio 1/2 de secretos ibérico acompanhado com batata e ovo.
Momento muito agradável, à sombra, com temperatura amena, parecíamos uns lordes!

Padeirada Andaluz (26/05/2013)
também houve disto
Padeirada Andaluz (26/05/2013)
amigos e jámon
Continua...