Autor Tópico: [Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)  (Lida 1542 vezes)

ruimbarradas

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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)
« em: Maio 27, 2013, 23:07:27 pm »
Passear com esta malta é sempre um luxo e obviamente não podia recusar o convite do Daniel.
Ainda não eram 6H30 e já se ouvia o rugir do Tigre na minha garagem.
Depois de uns breves 15 minutos de "viagem", eis que cheguei ao habitual ponto de encontro - a Repsol do Aeroporto, na Segunda Circular.

Paro para abastecer e efectuo o pagamento. Retiro a Tiger para a zona de ar/água de modo a rectificar a pressão dos pneus e, ao abrir a mala deparo-me com a falta da máquina fotográfica, cuja mochila tinha ficado em cima do sofá.
Dassss..... começa bem. Toma lá que é para não seres otário e sair de casa à pressa.
 
Levanto o banco da Tiger para procurar a válvula a 90º e meter ar nos pneus e.... boa!!! Ficou no outro casaco.
Foi aqui que pensei:
"Calma, Rui... Ainda na semana passada recticaste a pressão de ar, por isso não pode estar assim tão mau. Quanto à máquina... foste burrinho, fod...te-te"
 
Lá me dirigi à parte da frente da cafetaria, onde já se encontrava o Daniel. (Agora reparo, desta vez o gajo foi pontual  :lol: )
 
Enquanto esperávamos a chegada dos restantes companheiros de viagem, lá estivemos a gramar com um "mano" que vinha todo queimadinho da night. Certamente que o que o gajo fumou era de qualidade, porque o tipo estava cheio de fome. Ainda lhe dissémos que na cafetaria também tinha o que comer, mas o gajo só queria ir ao Mac Donalds. Muito chatinho mas boa onda...
 
Pouco depois, e já enquanto todos nos encontrávamos a beber café, ouvimos discussão no exterior, entre ele e outro que só lhe dizia que não o queria aturar e que tinha estado não sei quantos anos no Linhó.
Bem, vamos lá a apressar, que isto é malta da pesada e ainda se embrulham e espetam com as motas no chão.
 
Tralha arrumada e lá nos fizémos à Ponte Vasco da Gama.
 
Chegando à Marateca saimos para a estrada nacional, que isto de andar em AE não nos dá nada de bom, além de uma terrível corrente de ar nas carteiras.
De facto pela nacional anda-se bem e poupa-se uns cobres para o almoço.
 
Deviam ser umas 09H15 quando chegámos a Ferreira do Alentejo, onde fizemos a primeira paragem para café.
 
Pouco tempo depois seguimos caminho pela triste N121 em direccção a Beja.
Digo triste N121, porque me dá um aperto no coração ver aquelas Put*s daquelas obras completamente ao abandono.
 
Será que ninguém fez umas simples contas de "sumir" e, antes ainda de arrancar com a obra, percebeu que não ia haver dinheiro para acabar aquela porra?
 
Passando Beja, é sempre a andar até à zona de Serpa e posteriormente em direcção à fronteira.
Chegado ao lado de lá da fronteira, poucos kms se andam até Rosal de la Frontera.
 
Parámos no posto habitual para atestar as burras e, enquanto os restantes acabavam de abastecer e pagar, reparei em algo que nunca antes me tinha apercebido.

É que mesmo em frente ao posto existe uma "cafetaria" que, a avaliar pelaa quantidade de janelas existentes no piso superior, deve funcionar também como miradouro. Só pode...
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)

 
Depois de sair de Rosal de la Frontera, de imediato nos apercebemos que estamos em Espanha.
Desde a qualidade do pavimento, à sinalização, marcação da estrada, curvas com o “relevê” correcto…
Já depois de passar Jabugo – a terra do Jamon, desviámos para a serra de La Peña de Arias
Um par de Kms à frente e chegamos a um estupendo miradouro.
Aqui a minha Tiger a contemplar a vista:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Mas estava muito bem acompanhada:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Ainda antes de sair deste miradouro, houve quem me fotografasse na triste figura habitual. Ou seja, a mudar a água às azeitonas.
Vocês não vão acredita, mas as curvas têm este efeito em mim.
Sim, eu sei que em Marrocos havia poucas curvas, mas lá era das rectas!

Saindo daqui começa um festival de curvas até Aracena.
Depois de atravessar o centro da vila, viramos à direita para el castillo.
A subida faz-se com cuidado para não virar o barco.
Umas centenas de metros mais acima e entramos na parte do castelo.
Daqui de cima, podemos contemplar a vista sobre a vila.
Para um lado:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)

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E para o outro:
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Lá em cima, ainda outras “vistas”:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Descendo para procurar um tasco onde comer alguma coisa, passámos ainda por uma igreja, que nos confirma a forma como os nossos “vizinhos” gostam de ter o seu património cuidado:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Depois de parar as motas, lá nos decidimos por este tasco. Vamos lá ver se não somos enganados…
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Ainda mal nos tínhamos sentado e já uma rapariga nos abordava com um bloco de notas.
Espantados os meus companheiros de viagem olharam para mim, com ar de quem pede para “traduzir”. Pois é malta… por aquelas bandas pedem-se logo as bebidas e depois logo pensamos no que queremos comer.
Pedidas as cañas para os homens e o Aptamil para os meninos, lá veio a carta para escolher o que comer.
A escolha não foi difícil. Por aqui comem-se tapas e raciones. Antes assim, que desta forma dá para provar algumas iguarias lá do sítio.
Para saciar a primeira fome, veio um queso de cabra en aceite de oliva e un pulpo a la gallega:
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Logo a seguir chega-nos um Jamon com huevos y patatas:
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E para acompanhar, um chorizo também com huevos e patatas:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Diga-se em abono da verdade, que tudo estava muito bom, mas o queijo e o chouriço encheram-nos as medidas.
O chouriço vinha com um tempero que nunca antes tinha provado (com chouriço). Os orégãos.

Depois de pagar a conta, lá nos fizemos à estrada em direcção a Cañaveral de Leon.
Uns Kms depois, o Daniel quis meter uma vaca numa das malas, mas não conseguiu.
Calma, calma… era mesmo uma vaca. Não era daquelas de 2 patas.
Quando o Daniel enfrentou o bicho olhos nos olhos, lá decidiram que cada um seguiria a sua vida.

Já depois de atravessar umas vilas bem engraçadas, com as suas ruas empedradas, lá chegámos ao Embalse de Aracena:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Modéstia à parte, mas esta mota é mesmo bonita:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


As barragens por onde passámos estão bem cheias. Este ano não nos podemos queixar da seca:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Lá fizemos um ultimo abastecimento do lado de lá da fronteira, para pouco depois entrar em Portugal junto a Barrancos.
Curiosamente, só depois de atravessar Barrancos – já em Portugal – é que se passar pela placa que indica que estamos em território português.
Pergunto eu: Será que Barrancos também já foi entregue aos espanhóis?

Daqui em diante, existe pouca história… Kms depois, e após passar junto à Amareleja, chegamos a Mourão.
Aqui fizemos uma paragem estratégica, para repor líquidos.
Depois de paradas as meninas à sombra:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Lá nos dirigimos ao interior de um café / bar(?).
Como a Tiger estava com sede, lá tive que lhe fazer a vontade:
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Daqui a Évora é um pulinho e, já depois de passar por cima da albufeira do Alqueva, que tem água quase até à estrada, foram apenas mais uns Kms até passar por Reguengos e depois Évora.
À saída de Évora efectuámos uma paragem para nos despedirmos do Ricardo, que só tinha ordem de soltura até às 20H00.

O Ricardo lá entrou na A6 em direcção a Lisboa, enquanto que eu, o Daniel e o João, seguimos pena nacional até Vendas Novas, onde não podíamos deixar de picar o ponto nas belas das bifanas.
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[Crónica] Padeirada Andaluz (26/05/2013)


Como este corpinho não se alimenta só com uma sandocha de carne, lá teve que vir a bela da sopa.

Daqui à Vasco da Gama, e seguindo a N4, faz-se sem grande sacrifício e foi já à entrada da ponte que fiz uma nova paragem para me despedir dos companheiros de viagem.
Deviam ser umas 21H45 quando cheguei a casa com cerca de 650 Kms no bucho.
Cada vez mais me convenço que a Tiger é uma excelente papa-Kms.
Rolando descontraidamente, no final de um dia destes chegamos a casa prontos para no dia seguinte repetir a dose.
Pena que a vida não seja só isto…
Aos companheiros de viagem, não posso deixar de agradecer pela sempre estupenda companhia. Assim dá gosto viajar.
E agora a pergunta que se impõe:
Para quando a próxima?

 
Rui Barradas