Ser triumphista


Tarde ou cedo, teria de acordar.

Domingo é dia de dormir até às tantas. Mas acordei cedo, e com uma inquietação. Precisava de fazer qualquer coisa. Tomei banho. Sim, eu tomo banho (talvez fosse mais cool se não tomasse).
Quando fechei a ­torneira, Ela veio-me à cabeça, àquela parte do cérebro que ­comanda as ­vontades. Só ficaria satisfeito quando estivesse em cima d’Ela.
Vesti rapidamente o fato de cabedal e saí.
Encontrei-a tapada e tranquila.

Quando saímos juntos oiço o que, estoicamente, sempre oiço, quando ­saímos juntos: — Olha o soutien! — Sinto orgulho. Há ­sempre um ­mis­to de admiração e inveja nessas palavras.
Sob o ­comando da minha mão, Ela solta um impropério, na sua voz rouca e profunda, que é música para os meus ouvidos. E as curvas? Nelas já viajei, já caí, já me levantei.

Por Ela, vi paisagens que não teria visto, fiz amigos que não teria feito... os amigos! O melhor de tudo são os amigos. Ela é bela, enérgica, e faz-me sentir cheio de estilo. Não vou em ondas. Vou de Triumph. E sim, trabalha a 3 cilindros. Inventem outra piada, por favor ;)